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Ronaldo Gontijo participa da Frente Parlamentar contra o consumo de crack

18/05/2011

Ronaldo Gontijo participa da Frente

Parlamentar contra o consumo de crack

 Com a assinatura dos 41 vereadores da capital, foi lançada no dia 13 de abril a Frente Parlamentar de Combate ao Crack, droga que tem avançado em Belo Horizonte. Por iniciativa do vereador Hugo Thomé (PMN), os parlamentares se uniram pela causa e prometeram pressionar os governos municipal, estadual e federal por mais investimentos e políticas públicas voltadas para a prevenção e o tratamento dos dependentes.
O evento contou com a presença de autoridades do Estado e do Município, Poder Judiciário, Defensoria Pública, estudiosos, especialistas e entidades da sociedade civil que prestam assistência aos usuários do crack e outras drogas. Diante da estimativa de que Belo Horizonte tenha cerca de 50 mil pessoas dependentes do crack, o presidente da Casa, Léo Burguês (PSDB), disse que a Câmara vai trabalhar pela busca de “soluções eficazes e urgentes para mitigar essa verdadeira tragédia social”.
A falta de uma rede específica de atendimento aos dependentes químicos na capital e de ações de prevenção foi criticada pelo secretário executivo do Instituto Minas pela Paz, Luiz Flavio Sapori. “Os poderes públicos municipal e estadual têm sido omissos em relação a esse grave problema de saúde e segurança. Enquanto isso, vidas, carreiras e famílias são destruídas e a violência se alastra”, declarou. Sapori defendeu parcerias entre o governo e as comunidades terapêuticas – entidades da sociedade civil que trabalham na recuperação de usuários e no apoio a familiares.
Para o vereador Ronaldo Gontijo (PPS), todos os parlamentares estão em um combate firme contra esta droga. “Vamos instruir as pessoas e viabilizar políticas públicas no combate ao crack”, diz. O uso do crack — e sua potente dependência psíquica — frequentemente leva o usuário que não tem capacidade monetária para bancar o custo do vício à prática de delitos, para obter a droga. Os pequenos furtos de dinheiro e de objetos, sobretudo eletrodomésticos, muitas vezes começam em casa. Muitos dependentes acabam vendendo tudo o que têm a disposição, ficando somente com a roupa do corpo. Em alguns casos, podem se prostituir para sustentar o vício. “O dependente dificilmente consegue manter uma rotina de trabalho ou de estudos e passa a viver basicamente em busca da droga, não medindo esforços para consegui-la”, alerta o vereador Ronaldo Gontijo.
O representante da Prefeitura, secretário municipal de Direitos da Cidadania, Antônio David de Souza Júnior, justificou que um grupo de trabalho que reúne técnicos das diferentes áreas sociais está desenvolvendo um estudo para orientar as ações do governo municipal. Ele também afirmou que a PBH já aderiu ao Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack e está participando de um diagnóstico nacional que vai definir o perfil dos usuários nas capitais brasileiras, conduzindo a elaboração de políticas públicas.
O subsecretário estadual de Políticas Antidrogas, Clóvis Eduardo Benevides, explicou que o atendimento aos usuários de drogas é feito pelo Sistema Único de Saúde, mas reconheceu que ainda há muito a ser feito, como a ampliação do número de leitos nos hospitais psiquiátricos para internação de dependentes químicos (hoje são apenas 3 mil vagas em todo o Estado).    
Com informações da Supicin da CMBH
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